sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O dia em que me torno irresponsável.

Hoje é aquele dia em que parece que a nossa vida recomeça. O dia em que deixamos de ser (ou, pronto, só suspendemos) responsáveis de tudo, por tudo e para todos. Hoje é o dia em que nos preparamos para nos tornarmos responsáveis apenas por aquilo que queremos: responsáveis pelo descanso, pelas pequenas tarefas caseiras (que ficam sempre em fila de espera até às férias), pela diversão e pelos passeios. No fundo, responsáveis, somente, para com a "boa Vida", por aquilo que nos faz sorrir e relaxar. Responsáveis por fazer acontecer de forma a que, quando chegar ao fim, hajam boas recordações, boas sensações, boas fotos... e muitas boas histórias para contar. Esta é, sem dúvida, uma responsabilidade de valor incalculável: tornar uma trigésima quinta parte de cada ano em algo de tal forma memorável que nos "alimente" no restante 97% do tempo. Hoje é o dia em que as minhas férias começam. O dia em que os sorrisos passam a ser mais verdadeiros e espontâneos, as noites ficam maiores e os dias... se esticam. Hoje é o dia em que dou o último suspiro de alívio para começar a suspirar de ansiedade e a rir com vontade. A partir de hoje sou tudo menos responsável. Serei mesmo irresponsável. Afinal, férias não são dias.... See u. soon

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Afinal, é possível...

... ter uma semi sensação de paz em horário laboral. Isto pode acontecer quando estão fora do ambiente de trabalho os factores que largam energia negativa. Ou melhor, energia carregadamente e contagiosamente podre. Uma vez por ano, e por raros dias, consegue-se este estado de alma, meio dormente, de quem não estando de férias (que seria o ideal), não desespera por isso (sempre com a chegada das ditas cujas em mira, claro). E assim, como se fosse o renascer da crença no Pai Natal, ou a prova da existência do monstro de Loch ness, eu acredito que, por aqui, existe uma espécie de felicidade em áurea de sabão. Quase, quase, quase que jurava... Mas eu sei que quem compra os presentes no Natal sou eu, por isso...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vou ali e já volto!

É... é mesmo assim: vou ali e já volto. Não são férias, mas também não deixam de o ser... E pela forma a que habituei a moldar-me a esta palavra-milagre, bem que posso dizer que vou de férias. A este ponto, já não interessa muito que nem meia dúzia de dias sejam... A este ponto, em que a saturação da minha alma já ultrapassou, largamente, o cansaço do meu corpo e intelecto, apenas o acto de "fugir", dar uma escapadela (está na moda!), por dois ou três dias soa a uma ocasião de deleite inagualável... Abençoada a República e a Democracia que permitiram a introdução deste conceito. Infeliz daquele que não sabe apreciar este recurso abençoado e que nele não vê qualquer vantagem (e eu conheço pessoas assim, por isso não é o mito do Pai Natal).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Também preciso de ir...

Quando não havia, ou não se utilizava banalmente a Internet, e ninguém tinha telemóvel, o facto de alguém ir de férias enquanto nós ficamos na rotina de todo o ano, não parecia tão tormentoso... Depois veio a expansão do telemóvel e começou a mania de se enviar mensagens por tudo e por nada... Nesta altura, as mensagens teimavam em ser todas semelhantes: "vou de férias 15 dias", "vou para o Algarve", "nas próximas semanas estarei fora", "vou para a Tanzânia"... sei lá! O que, juntando meia dúzia, já dava para atormentar a alma... Então, agora, com a utilização da Internet, esta sensação mais parece um rasto de gasóleo, de leito fundo, e um alguém com um isqueiro, alegremente a acenar... Eu também preciso de férias... Eu também quero ir! O que não preciso é de ver em todos os "cantos e esquinas" que algum dos meus amigos ou conhecidos vai entrar de férias amanhã, ou que "só faltam dois dias"! Sempre tive esta... mania... de deixar o melhor para o fim, em quase todas as circunstancias e no que toca a férias, não consigo de deixar de o fazer. Se é para escolher ir primeiro ou depois dos colegas... então vou depois! Porque, mesmo estando arrasada e cansada e não obstante estremeça sempre que alguém está com aquele sorriso de "vou de férias!", muito pior seria vir de férias e ver alguém com aquele sorriso triplamente estúpido de "agora vou eu de férias"! Este é o sorriso que eu adoro fazer... E ainda falta, mas daqui a uns tempos, da testa aos dentes, toda a minha área expressiva vai reluzir com letras gordas:"Agora chegou a minha vez de ir de férias enquanto toda a gente fica a remoer as lembranças..." . Nesta altura sei que valeu a pena o último esforço...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quando o Mundo gira é para todos!

Estamos no fim do dia, quase fim da semana e já estamos todos cansados... Eu pelo menos, estou. Já estava aqui mais a remexer que a mexer, mais a deambular que a raciocinar, mais a bocejar que a produzir... No fundo (não muito fundo. Um fundo do princípio...) "como quem não quer a coisa", mas quer, ia-me preparando para terminar o dia de trabalho. Mas hoje estou inquieta. Mas que raio... Não consigo parar de pensar que há pessoas que, sem por um instante querer colocar em causa a sua boa índole, agem e estão na vida como se o Mundo girasse só porque elas existem. O Sol nasce porque elas precisam do seu brilho e o resto de nós apenas tira proveito dessa vantagem. Pessoas que se auto anunciam quando querem estar presentes, ignoram naturalmente a existência dos outros quando lhes convém... Há gente, que por melhor coração que tenha, tem esta pouse de senhora do Mundo: realiza-se se estiver presente, é importante porque assim o determina, não interessa porque não lhe convém ou não lhe apetece que interesse... e o resto, todas as outras pessoas, são tropas que marcham ao sabor destas vontades e renúncias... Ficamos assim, inconscientemente passivos, a ceder a caprichos engordando progressivamente e consequentemente o seu ego de "quero, posso e é"! Isto, esta constatação com cheirinho a revolta, é daquele tipo de sentimentos que é muito mais fácil experimentar com a alma do que propriamente exprimi-los em palavras... É algo que se enraíza tanto nas entranhas que para explicá-lo praticamente que teria que ser vomitado. Por isso, nem me atrevo a tentar explicar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Em busca da Francesinha perdida!

Eu sempre disse que este blog era para disparatar. Até porque, tendo em conta quem o lê, estou mesmo à vontade. E "em busca da Francesinha perdida" parece-me mesmo ser um disparate para se escrever e eis que me sinto catapultar para aqueles blogs que pretendem ser roteiros gastronómicos (acho eu que pretendem), e não passam de um caixote de despejo de fotos do Google e opiniões baseadas em qualquer coisa que não, certamente, conhecimento gastronómico. Mas, acreditando que as informações são verídicas, sempre têm a sua utilidade: normalmente têm o site do restaurante, o preço e a localização. Adiante... no Domingo rumámos ao Porto. Gosto sempre de ir ao Porto! Não só porque nas minhas veias corre sangue Azul (e isso já toda a gente sabe), mas também porque verdadeiramente sinto um místico que ainda não defini e uma boa vibração em relação àquela cidade. E também porque, ir passear com o meu pai para essa cidade, com a qual partilha sérias e profundas memórias, é como encher-lhe o ego. Mais... o nosso próprio ego reluz ao reflectir os seus olhos. Sinceramente, é uma sensação única! Aproveitando e aliando o útil ao agradável, lá fomos procurar a afamada Francesinha à Moda do Porto. Não que nunca tenha comido nenhuma, aliás, acho que já comi esta especialidade tripeira em todos os cantos do país... Mas desta vez estavamos orientados para degustar a verdadeira e a melhor que conseguissemos. Fizemos inclusivé, uma busca pela internet e pesquisámos opiniões por entre os amigos mais "dentro do assunto". Foram indicados alguns sítios, no entanto, por falta de disponibilidade e por uma questão de lógica geográfica, acabámos por procurar "à unha" do pé, um restaurante que servisse Francesinhas em ruas paralelas aos Aliados. Fomos literalmente puxados para um restaurante que até nos parecia típico e que tinha um letreiro que era quase como uma aurea que indicava o climax do que anseavamos: "Francesinha a primeira só no Regaleira. Há 50 anos a servir Francesinhas". Bem... parecia mesmo a resposta às nossas preces! A Tripa à moda do Porto, diz quem comeu, estava uma categoria. A Francesinha... deixava muito, ou melhor, tudo a desejar. Era minúscula. Foi feita, quase de certeza com pão de forma Júnior. Estava fria, o queijo semi derretido e duro, o molho era aguado e pouco, e já sem falar na qualidade dos alimentos, porque nem quero ir por aí. Sem batata frita e sem ovo. Pela módica quantia de 9.50€... É caso para usar uma das minhas expressões de raíz "americanizada": Oh Please... A verdade é que, posteriormente fui à net e, segundo reza a história da Francesinha à Moda do Porto, há meio século atrás quando um emigrante Francês decidiu estabelecer-se em Portugal inventou esta iguaria numa tentativa de aliar numa refeição o lanche e o almoço. Saiu a Francesinha, que justifica o seu nome na cultura do seu progenitor. E não é que este emigrante era dono de parte da então cervejaria Regaleira?!?! Pena que não souberam aproveitar nem receita, nem a fama e tão pouco o título... "Deus dá nozes a quem não tem dentes"...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

De que côr são os meus olhos?

E, depois de ter chegado atrasada, ainda passei dez minutos em frente aos espelho a tentar perceber de que cor são os meus olhos. É dificil perceber, mas... sei que no Inverno, por estas bandas, são Castanhos Escuros. Também sei que, quando me aproximo do mar, em tempos quentes e relaxada, podem surpreender-me esverdeados. Mas hoje... não sei. Levei tempo para perceber e, efectivamente, não juro. Mas acho-os... cinzentos?!?!?